Praias e Trilhas na Reserva Ecológica da Juatinga, em Paraty

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Praia Antigos e Antiguinhos. Foto: Marco Antonio Films

 

Paraty já é uma cidade bastante conhecida, mas poucos sabem que próximo à município está a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), uma área muito bem preservada com uma rica diversidade ambiental e cultural.

 

Opções de itinerário
  1. Acampar, alugar uma casa  ou ficar numa pousada numa das comunidades
  2. Sair de Paraty, fazer um passeio em uma das praias e voltar para dormir na cidade
  3. Fazer uma trekking de três/quarto dias pela REEJ ou parte da REEJ (nossa opção preferida, mas sempre com guia)

 

 

Olhar Feminino

Todo o percurso e praias da REEJ são seguros, mas recomendamos a presença de guia porque não são bem sinalizados (apenas o trecho Praia do Sono – Ponta Negra tem o caminho bem demarcado). Infelizmente não é uma trilha ideal para mulheres fazerem sozinhas por ser um lugar extremamente isolado, sem sinal de celular e se houver uma emergência não existe ninguém para pedir socorro. A melhor opção é ir em um grupo de, no mínimo,  três mulheres e uma guia.

DESTINOS PARA CONHECER NA REEJ

Praia do Sono

A Praia do Sono é a maior praia da REEJ e é onde habita a maior comunidade caiçara. Por ter um acesso mais fácil e estar menos isolada, aqui o turismo é maior e há muitos campings e casas caiçaras para alugar. Não faltam opções de restaurantes e bares.

Como chegar: É possível acessá-la por trilha de nível médio (3 km a partir da Vila Oratório) ou contratar o serviço dos barqueiros. O percurso de barco dura em torno de 15 min e custa em média R$ 10 por pessoa. 

Praia dos Antigos e Antiguinhos

É uma praia deserta de águas cristalinas que fica entre a Praia do Sono e a Praia da Ponta Negra. 

Como chegar: Pode ser acessada a partir da Praia do Sono (1,5km), da Ponta Negra (2km) e da Vila do Oratório (5km). A praia não possui salva-vidas, por isso é importante ter muito cuidado nos dias de mar agitado. Não é permitido acampar. 

Ponta Negra 

A Ponta Negra é a terceira comunidade mais povoada da REEJ, com cerca de 160 moradores, e está localizada numa das partes mais isoladas do Reserva. A praia é pequena, bem menor do que a do Sono, e no fim da tarde você moradores jogando futebol e crianças brincando na areia.  A comunidade tem três campings, diversas casas de moradores para aluguel e restaurantes com refeições tipo PF e porções. 

Como chegar:  O acesso de barco é a partir da Vila Oratório, de onde é possível contratar o serviço de transporte realizado por moradores da própria comunidade.  Para quem quer ir por trilha , o caminho também sai da Vila Oratório, passando pela Praia do Sono, Praia dos Antigos, Praia dos Antiguinhos e Galhetas. O percurso tem 7,8 km. É possível voltar a Vila do Oratório de barco, saindo de Ponta Negra. Valor do barco é em média R$ 20 por pessoa.

Para as fadas aventureiras, que amam natureza, trilhas e camping, e de que gostam de estar em contato com comunidades tradicionais caiçaras, esse é um roteiro imperdível e ainda próximo das capitais de SP e RJ.

Cachoeira do Saco Bravo

É uma das cachoeiras mais lindas e diferentes que você vai ver! Ela forma um belo poço a poucos metros do mar aberto. Como está numa área remota, recomendamos a contratação de um guia/monitor local, sempre começar a caminhada no período da manhã. A trilha dura em média 2h30 e são 4,2km com nível de dificuldade alto. 

Praia da Sumaca

A Praia da Sumaca é maravilhosa e uma das mais isoladas da REEJ.  O único morador da praia é o Senhor Manequinho e que durante o verão ele abre seu bar na praia para servir almoço. Há também um pequeno camping na praia.

Fique ligada: Quando o mar está mais agitado, as correntezas que se formam nos cantos da praia são perigosas.

Como chegar: O acesso é a partir Praia do Pouso da Cajaíba. Também é possível chegar pela trilha de 4 km que sai da Praia de Martim de Sá.

Ponta da Juatinga. Foto: Gabriel Villas-Boas
Ponta da Juatinga

Esta é população que mora na parte mais remota da REEJ, exatamente na extremidade da península. Até hoje eles vivem sem energia elétrica e com pouco acesso a água doce. Os moradores locais ainda fazem o cultivo da mandioca e da banana, além da pesca que serve de base para a alimentação. Lá quase não existe turismo porque o acesso depende das boas condições do mar.

O principal ponto da Juatinga é o farol, que é também um mirante para contemplar toda a baía.

Praia de Martim de Sá 

Habitada por apenas uma única família caiçara, a família dos Remédios. O patriarca é o Sr. Maneco, um senhor muito fofo que recepciona muito bem as pessoas que chegam por lá.  É ele que cuida  do único camping que existe. É também um point do surf bem conhecido na região.

Fique ligada: Em Martim de Sá não tem luz elétrica, por isso leve  alimentos não perecíveis, além de tudo que irá precisar para a sua estadia. 

Como chegar:  É possível chegar à praia a partir da comunidade da praia do Pouso da Cajaíba, são com 4 km de distância de subidas e descidas. Da  Vila Oratório até aqui é um percurso de 19 km de extensão.

Pouso da Cajaíba

Segunda maior comunidade da Reserva, a Praia do Pouso da Cajaíba tem um mar calmo e é um pouco mais turístico.  A praia é pequena mas muito bonita e lá há várias opções de camping, casas de moradores, restaurantes e bares.

Como chegar: O acesso é apenas por barco ou trilha. É possível pegar um barco em Paraty-Mirim, que demora em torno de meia hora ou vir de trilha a partir de  Ponta Negra.

Praia Grande da Cajaíba 

Na segunda maior praia da reserva algumas famílias ainda mantem o seu modo de vida tradicional caiçara. As famílias oferecem uma estrutura de camping no quintal de suas casas e restaurantes.

Uma trilha de 500 metros leva a cachoeira da Praia Grande da Cajaíba e é perfeita para se refrescar depois de passar o dia na praia.

Como chegar: O acesso à Praia Grande da Cajaíba é feito apenas de barco ou pela trilha que sai da Praia de Itaoca ou da Praia do Engenho, localizada no Saco do Mamanguá, que está do outro lado da montanha. 

Saco do Mamanguá

O Saco do Mamanguá é considerado um fiorde tropical porque é uma entrada  única de mar com apenas 8km de águas muito calmas cercado por  montanhas que estão a 2,5 km de distância uma da outra, super perto!. O Mamanguá termina no manguezal mais preservado da Reserva, onde há uma cachoeira deliciosa!

Temos um post contando tudo sobre o Saco do Mamanguá 

Como chegar: O principal ponto de embarque para o Saco do Mamanguá é o cais de Paraty-Mirim, de onde também é possível fazer a trilha costeando a margem esquerda do Saco. Outra opção é vir caminhando do Pouso da Cajaíba, que está do outro lado da montanha. A velocidade para navegação na extensão do Saco deve ser inferior a 8 nós e é proibida a entrada de embarcação a motor no manguezal.

Para quem quer fazer a trilha parcial ou completa pela REEJ

Início da Trilha

O melhor lugar para iniciar a trilha é em Laranjeiras (Vila do Oratório) e depois seguir para a praia do Sono, e assim por diante. Mas também é possível começar por Paraty Mirim e continuar pelo Saco do Mamanguá.

Como chegar até Laranjeiras

Para chegar até a Vila do Oratório, você deve ir na rodovia Rio-Santos em direção a São Paulo e pegar a saída em direção a Trindade. Seguir em direção Laranjeiras (Vila do Oratório) à esquerda. Opção de ir de carro e estacionar lá, um pouco antes do início da trilha, ou pegar o ônibus circular linha 1040 que sai da rodoviária de Paraty.

Fim da Trilha:

A trilha termina no Saco do Mamanguá, na praia do Engenho. Se puder, durma uma noite lá porque vale muito a pena! Do Mamanguá há uma trilha linda de volta para Laranjeiras ou então você pode retornar para Paraty e pegar um ônibus em direção a Laranjeiras e buscar seu carro, caso tenha deixado lá.

*Fonte: Wiki Parques e INEA

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